vagas na área de hotelaria
Você sabe, verão é sinônimo de diversão. Quando o calor chega, muita gente tira férias e corre atrás de um descanso, de uma viagem, de uma troca de ares. Resultado? Há um aumento considerável de turistas nos hotéis. O que nos leva a outro fenômeno: a indústria hoteleira tem maior demanda de funcionários, para atender a todos. Resumo: verão é um ótimo momento para conseguir um trabalho temporário (você pode até ser efetivado), se recolocar no mercado ou aproveitar as férias da faculdade para arrumar um dinheiro.  



Dica de leitura: O que você precisa saber para trabalhar em hotelaria


Onde buscar vagas
Onde procurar vagas em hotéis

Alguns universitários levam vantagem. De acordo com Flávia Tiemi Suguimoto Ramos, professora nos cursos de hospitalidade e coordenadora da pós-graduação da Hotec, de São Paulo, certas instituições de ensino divulgam as vagas em seus portais e painéis de comunicação. O Linkedin, as agências de emprego e os sites dos próprios hotéis são outras fontes de pesquisa, lembra a consultora de hospitalidade Cláudia Jaccintho.

Para ser contratado, no entanto, há alguns requisitos básicos:

Novatos

  • Disponibilidade de tempo. Lembre-se: hotéis funcionam 24 horas por dia e as equipes são divididas em turnos. Mais: feriados e fins de semana são dias de trabalho;
  • Agilidade para aprender as tarefas. Há pouco tempo para aprender e colocar o conhecimento em prática;
  • Disposição e vontade de viver a experiência. Entenda:  mesmo se tratando de uma ocupação por alguns meses, há a necessidade de alinhamento com os conceitos da empresa e apresentar bom desempenho;


Experientes (salários, em geral, mais altos)

  • Conhecimento das funções, porque há pouco tempo para ensinar;
  • Experiência mínima de seis meses;

Depois de ter sido contratado, o próximo passo é saber se destacar na função. “O que faz uma pessoa se sobressair entre os demais é servir verdadeiramente: o cuidado com todos, o prazer em fazer muito bem o acolhimento”, diz a especialista Cláudia Jaccintho. Para ela, há outros pontos fundamentais para quem quer aproveitar o trabalho temporário e se destacar na busca de uma colocação definitiva:

  • Discrição
  • Habilidade técnica para o espaço que ocupa
  • Prontidão

A lista de predicados para o colaborador se destacar é complementada por outros tópicos lembrados pela especialista Flávia Ramos:

  • Educação
  • Hospitalidade
  • Dinamismo
  • Cortesia
  • Saber conversar
  • Ser prestativo

Há outros requisitos importantes que otimizam o destaque do profissional, dependendo da área em que irá atuar. Entre eles, vale listar:

  • Saber falar outros idiomas, como inglês, espanhol e francês (dependendo da empresa);
  • Ter trabalhado em grandes redes, no Brasil e exterior;
  • Apresentar conhecimento na área de gastronomia e coquetelaria;
  • Entender do compliance típico das redes hoteleiras (não se envolver com hóspedes, não convidar amigos e parentes para áreas recreativas etc.);
  • Possuir conhecimento razoável de informática;
  • Ter nível básico de escolaridade: ensino fundamental (para camareira, por exemplo), ensino médio completo (recepcionista, mensageiro), graduação em turismo, hotelaria ou graduação (concierge), pós-graduação na área (gerente).


As posições mais requisitadas
posições requisitadas nos hotéis

De acordo com Flávia Ramos, a necessidade depende do conceito do hotel. Os que têm um perfil mais recreacional, por exemplo, terão que chamar professores de ginástica e outras atividades esportivas, gente para a área de governança, e monitores para crianças.  O setor de alimentos e bebidas (A&B), no entanto, é o campeão de abertura de vagas. Garçons, cumins (auxiliares de garçons), barmen e funcionários da cozinha são os mais procurados pelos hotéis quando se trata de trabalho temporário de verão.

Flávia Ramos alerta que, embora haja uma grande necessidade de trabalhadores no setor hoteleiro durante o verão, os contratantes enfrentam uma grande maioria de candidatos com falta de preparo e de visão de mercado.  Para ela, as faculdades especializadas, como as de gastronomia, por exemplo, são um bom referencial.

A especialista Cláudia Jaccintho diz se tratar de um fenômeno generalizado nas atividades comerciais equivalentes. “Sofremos com a falta de preparo, mas esta dificuldade aparece em qualquer área de serviço. Cabe ao empregador oferecer treinamentos continuamente e o profissional aproveitar todas as oportunidades que encontrar”.