abrir o próprio bar


Que atire a primeira garrafa quem nunca pensou em abrir o próprio bar para chamar amigos e ainda levantar um sustento. Ok, a afirmação acima pode ser brincadeira, mas muita gente, nesses dias de empreendedorismo, quando pensa no próprio negócio dá uma rabiscada na possibilidade de ter um estabelecimento desse tipo.


Se você faz parte deste grupo de empreendedores que quer um bar para chamar de seu, fique ligado: é um mercado de alta competitividade. Segundo a ABRASEL, existem cerca de 350 mil bares só no Estado de São Paulo. Mas não é por acaso que tem muita gente no ramo . Na esfera nacional, a atividade movimenta aproximadamente 4 bilhões de reais no ano!


Então, não perca tempo. Nós, da SIA, separamos dicas essenciais para você ter sucesso ao abrir seu querido bar. Confira:


1. Primeiros passos

Antes de tudo, pesquise! Busque informações sobre o segmento que deseja ingressar, entenda suas legislações e todo o processo e documentos necessários para abrir um estabelecimento.


De acordo com a ABRASEL, somente 15% dos bares sobrevivem após dois anos de funcionamento no Brasil. Certamente, essa estatística envolve dificuldades que vão além das planilhas financeiras. Tem empreendedor que “esquece” de observar normas ligadas ao bem-estar da sociedade no entorno – como a lei que proíbe barulho depois de terminada hora, ou as normas que obrigam um distanciamento regulamentar de instituições de ensino.


O que você deve realmente pesquisar?

pesquisar para abrir um bar

Dica fundamental: acompanhe as notícias do segmento em que irá atuar. Além da Abrasel, há vários outros portais de informação de associações de classe (um Google resolve essa busca) e mesmo as seções de economia de jornais confiáveis cobrem o ramo.


Além disso, analise concorrentes, seus preços, ações, divulgações e como se apresentam ao mercado. Um bom case de sucesso pode inspirar mais ideias do que muito curso de business.


A localização deve ser uma das principais questões a resolver logo no início da empreitada. É claro que você deve ter em mente seu target (público alvo). Se o interesse for em escala, volume (e não nicho), vale observar locais em que transitam jovens (polos comerciais, ou de escritórios, por exemplo). Ali, o seu estabelecimento, quando bem planejado, pode ser o próximo hit da happy hour. Ou um bom local para reunir colegas e clientes depois de uma longa tarde de reuniões.


Definir o público-alvo é essencial para que possa decorar o local. Vale sempre consultar um arquiteto decorador ou, no mínimo, dar uma passeada pelas fotos online dos bares mais bem sucedidos do mesmo segmento que o seu. De novo, inspiração pode ser um caminho.


O cardápio segue o mesmo processo: veja, por exemplo, como atuam bares de petiscos frios, quentes, os que têm cozinha grande, os que optam por alimentos processados/embutidos, e assim por diante. Aqui vale outra dica: a logística é fundamental. Assim, se você tiver um fornecedor à mão de um alimento que se encaixe no seu propósito, talvez você possa construir um cardápio que privilegie um determinado tema (peixe, carne, pães etc) e economizar bastante.


A comunicação é fundamental: redes sociais e Google não perdoam. Você deve construir sua mensagem de forma simples, objetiva, tocando em pontos de interesse da audiência que quer trazer para seu bar. Esses pontos de contato podem ser de várias naturezas: a diversão, o bem-estar, a praticidade, o preço, a qualidade do serviço etc.


2. Quadro de funcionários

Tenha em seu quadro de funcionários profissionais comprometidos com a sua marca. Capacite-os para que conheçam a fundo a empresa em que atuam. Ressalte nos treinamentos que, hoje, um atendimento diferenciado e padronizado é tão importante quanto a qualidade dos pratos servidos. O branding (a construção da marca) começa exatamente no primeiro contato do garçom com o consumidor.


É muito importante escutar esses profissionais. Por atender diretamente os clientes, os colaboradores entendem, na prática, o que faz sucesso e o que desagrada os consumidores. Escute-os para analisar o que pode ou não ser melhorado em seu estabelecimento.


3. Cardápio

cardápio para bar

Você já possui um bom local na cidade, entende razoavelmente o público que irá atender e, mais, possui uma equipe alinhada e proativa. Agora é necessário elaborar o cardápio!


Os bares têm que estar preparados para receber clientes que estão cada dia mais exigentes. Dada a democratização da informação sobre comida e bebida pela internet, pode-se supor que o consumidor quer uma experiência gastronômica mais variada.


Trocando em graúdos, o consumidor contemporâneo não vai ao barzinho com os amigos para tomar qualquer cerveja. Ter variedade de bebidas, sejam as tradicionais ou artesanais, ajuda. Ter bebidas premiums também pode atrair olhares e desejos e elevar a imagem do seu estabelecimento.



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Como você sabe, nem todo mundo vai a um bar apenas a fim de beber. A diversidade – se a logística não minar seus custos – também pode ser um atrativo. Neste caso, analisado o público potencial, vale oferecer pratos veganos e vegetarianos.


4. Legislação

Pouco adianta ter os melhores cozinheiros, atendentes e, eventualmente, músicos em seu estabelecimento, se o local não for limpo. A vigilância sanitária é rígida nesse sentido. A higiene deve estar presente em todo estabelecimento, e em especial na sua cozinha.


Caso tenha dificuldades com esse tema, procure um especialista ou o órgão responsável em sua cidade para entender todo o procedimento e documentação necessária para o seu bar continuar ativo no mercado.


Se por acaso um dos diferenciais do seu estabelecimento é oferecer música ao vivo, tome cuidado. Existem algumas cidades com leis que proíbem sons acima de 45 decibéis a partir de um determinado horário. A prefeitura deve ter essas restrições online, de fácil acesso, já que consiste em uma das principais reclamações desde que inventaram essa nobre instituição (o bar, não a prefeitura). Uma multinha inesperada pode mandar seu humor e sua energia pelo ralo.


5. Inove

inovação para abrir um bar

O mercado de bares e restaurante cresce a cada ano. Uma vez posto seu estabelecimento de pé, evite cair na rotina, se acomodar. A concorrência, como já dissemos acima, é grande e está na busca pelo mesmo consumidor que você quer atrair.


Inovar não significa apenas criar o post mais descolado nas redes sociais. A inovação é fruto de estudos de tendências no mercado, da capacidade de criar novos pratos sem perturbar o cliente, e até de montar eventos, por exemplo. Claro, esteja sempre presente nas redes sociais para criar um relacionamento com o seu público. Se puder, estude métricas para monitorar os resultados de suas ações. Ou, no mínimo, acompanhe os comentários dos posts.


Como você viu, fidelizar o frequentador do seu estabelecimento é uma aventura. Das boas. A gente, da SIA, está aqui para embarcar nela com você.